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A verdadeira história da RPC FM


Em 1986, ao deixar o Sistema Globo de Rádio, Paulo César Ferreira assumiu, junto com seus filhos, Paulo César Areas Ferreira e Marcos César Areas Ferreira, o controle da Rádio Difusora do Vale do Paraíba. Ele também se tornou proprietário da Rádio Nacional FM, adquirida em um leilão. A Nacional FM era uma rádio excelente, que atraía boa audiência, tanto entre o público em geral quanto entre formadores de opinião.


Porém, com o governo de José Sarney e sua política de distribuição de outorgas de FM por todo o país, surgiram mudanças significativas no setor. Até que fosse descoberta a disponibilidade do canal FM 93,3, que estava vazio na época, alguém no Ministério das Comunicações teve a "brilhante" ideia de privatizar a Nacional FM 100,5.


O novo dono, Paulo César Ferreira, tirou a Nacional FM do ar e criou a RPC FM, transformando-a em um veículo focado no público jovem. A RPC também foi responsável por lançar diversos artistas da música pop e do funk carioca, que encontraram espaço na rádio, mas com menos apelo às letras explícitas comuns nos bailes. Foi a RPC que revelou Gabriel O Pensador, sendo a primeira emissora a tocar a versão demo da música "Tô Feliz, Matei o Presidente". No entanto, a canção foi banida pela Polícia Federal e sofreu forte oposição de uma assessora do governo Collor: a própria mãe de Gabriel.


Em 1992, Paulo César Ferreira vendeu a rádio para o grupo O Dia, buscando capital para investir em sua empresa de TV a cabo na Barra da Tijuca, a RPC TV. O novo proprietário manteve a rádio, mas sem apostar em seu potencial. Como consequência, a RPC FM acabou sucateada e saiu do ar em outubro de 1998. A outorga FM 100,5, então, passou a abrigar a FM O Dia.


Em 2015, surgiu um projeto para resgatar a RPC FM no formato de web rádio no Rio de Janeiro. Antonio Carlos liderou o projeto até 2017, mas, por problemas financeiros, ele entrou em hiato.


Atualmente, desde 2019, o projeto está sendo desenvolvido sob nova direção.